Cultura
CONFIRA COMO VEM O G.R.E.S.CAPRICHOSOS DE CORUMBÁ PARA O DESFILE 2025
“QUE A SABEDORIA DOS MAIS VELHOS, SEJA O CAMINHO PARA OS MAIS NOVOS.”
Ter, 04 Março de 2025 | Fonte: Da Redação

G. R. E. S. CAPRICHOSOS DE CORUMBÁ
Fundada em 26/09/2005.
Suas cores: Azul, vermelho e branco.
Presidente: Robeson Bráz Leite (Robinho da Caprichosos).
Vice-presidente Helder Luiz Leite Rodrigues.
Carnavalesco: Jonilson Magalhães.
Enredo e Samba Enredo Carnaval 2025:
“Que a sabedoria dos mais velhos, seja o caminho para os mais novos.”
Adorei as almas!!!
Compositores: Doum Guerreiro, Marcelo Guimarães e Robinho da Caprichosos.
Intérprete: Doum Guerreiro.
A G.R.E.S. Caprichosos de Corumbá, traz para o seu carnaval de 2025, uma história de luta, força, amor e sabedoria. O carnavalesco Jonilson Magalhães, viaja na história, e conta ao seu ver e de forma resumida, a trajetória de um povo vencedor, que semeou a esperança e floresceu prosperidade.
Vamos contar a história de um povo, que tinha em seu solo e sub, riquezas magnificas, como ouro, prata e muitas ervas medicinais, sem contar a alegria, e o colorido em suas veste, em fim um povo festeiro, que se deixaram escravizar. A caprichosos traz para esse teatro a céu aberto, o começo, meio, e não falemos do fim, pois os grandes sábios, sentados em tocos e fumando seu cachimbo, que nos remete a uma paz espiritual, nos diz que isso tudo, só é uma fase para crescermos melhor como seres humanos que somos. Adorei as almas.
Diferente do que já ouvíamos, me permito contar, que éramos um povo rico, e em sua maioria reis, rainhas príncipes e princesas, grandes guerreiros, em nossa pátria mãe.
A caprichosos vem com suas 11 alas, contando essa viagem no tempo, onde não se fala de dor, sofrimento ou escravidão. Só o tempo nos mostrará o que devemos tirar de bom, para o futuro da espécie humana.
Quem é o preto velho?
O preto velho, é como aquele sábio avô, que a gente sempre sonhou em ter. É a voz da experiência, do amor incondicional, e da sabedoria ancestral, que ecoa através dos tempos na religião da Umbanda. Imagine um homem idoso, de pele escura e enrugada, sentado calmamente em um banquinho de madeira, com um cachimbo na mão, e um olhar que parece ler a sua alma. Essa é a imagem que muitos têm dos pretos velhos, e é uma representação poderosa do respeito e da reverência que eles inspiram.Essas entidades espirituais, têm raízes profundas na história da escravidão no Brasil, onde milhões de africanos, foram trazidos à força para trabalhar nas plantações. Os pretosvelhos, representam aqueles que sofreram sob o peso da opressão, mas que encontraram força na espiritualidade e na comunidade. Apesar das adversidades, eles emergiram como exemplos de resiliência e compaixão, dispostos a oferecer orientação e cura aos que buscam ajuda.
Quando nos conectamos com um preto velho, estamos nos conectando com uma fonte de sabedoria ancestral, que transcende o tempo e o espaço. Eles não apenas nos oferecem conselhos práticos para os desafios da vida cotidiana, mas também nos lembram da importância da humildade, da compaixão e da gratidão.
Ao venerarmos o preto velho na Umbanda, estamos honrando não apenas aqueles que vieram antes de nós, mas também reconhecendo a força e a resiliência do espírito humano em face da adversidade.
Ficha Técnica:
Presidente: Robeson Bráz Leite (Robinho da Caprichosos).
Vice-presidente: Helder Luiz Leite Rodrigues.
Carnavalesco: Jonilson Magalhães.
Compositores: Doum Guerreiro, Marcelo Guimarães e Robinho da Caprichosos.
Intérprete: Doum Guerreiro.
Comissão de frente: Dílson Esquer- Coreógrafo.
Primeiro casal de mestre sala e porta bandeira: Welliton Juruna e Lidiana Vitória.
Rainha de bateria: Nanda Ferraz.
Bateria: Mestre Luis Duarte.
Quantidade Total de Componentes: Em torno de 600 (seiscentos).
Composição da G.R.E.S. Caprichosos de Corumbá
Em iniciação do desfile na avenida, a G.R.E.S. Caprichosos de Corumbá vem com sua comissão de frente,doze alas, compostas em média, com trinta e cinco componentescada, três carros alegóricos, e uma bateria constituída por setenta ritmistas, chegando em torno de seiscentos componentes no total.
Comissão de frente: formada por dez dançarinos, que representam guerreiros africanos, em sua alegria, celebrando com muita dança,a fartura da caça em suas terras.
Primeira alegoria: “Carro abre-alas”, que traz a onça pintada, símbolo da agremiação, carregando o nome Caprichosos.
Destaque da primeira alegoria: “A princesa africana e seus dois guardiões”.
Primeira ala: “África”, onde tudo começou. Estamos falando do berço da civilização, palco das primeiras formas de organizações sociais, e inovação tecnológica, o lugar aonde a nossa história começa.
Segunda ala: “O amanhecer na savana”, a alegria de um novo dia que se inicia, atenção ao luxo e riqueza dessa ala no dourado, que a sustenta e um lindo sol a brilhar.
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira:“O rei e a rainha do Congo”,Weliton Juruna e Lidiana,vêm em um bailado real, conduzindo o pavilhão da escola pela avenida. ().
Terceira ala:“O anoitecer na savana”, mostra o brilho da lua, e suas estrelas infinitas, e como diz um dito popular “amanheceu e não escureceu”, aproveitamos, e fazemos a viagem imaginária para o Brasil.
Quarta ala:“A herança da culinária”, já em terras brasileiras, começamos a mostrar as grandes contribuições africanas na culinária, originando nossas comidas típicas, como o acarajé, vatapá cuscuz etc.
Quinta ala: “Café”, riqueza essa, plantada e cultivadaaté nos dia de hoje, somos um grande exportador desse precioso grão, de aroma inconfundível, o cafezinho nosso de cada dia.
Sexta ala: “Cana-de-açúcar”, outra riqueza, plantada e cultivada pelo nosso povo, e que nos rende grandes divisas, para o país. Hoje dominamos o refino do combustível etano, e sem contar no açúcar, e da nossa conhecidíssima caipirinha brasileira, que não tem outra igual.
Segunda alegoria:“O grande terreiro de chão batido”, esse carro, nos remete aos antigos terreiros, onde cercado por bambus, os mais velhos se reuniam com os mais novos, para trocas de experiências, conselhos e ensinamentos, para as curas das doenças, através das ervas.
Destaque da segunda alegoria:“Pai Benedito”, interpretado pelo artista Edmilson de Paula.
Sétima ala: “Moringa”, um recipiente muito usado para guardar água fresca, ou para servir o marafo, bebida a partir da cana de açúcar.
Oitava ala:“Alecrim”, erva aromática,que pode ser usada como tempero, ou em chás medicinais, possui vários benefícios para a saúde.
Nona ala: “Arruda”, também trazida pelos africanos, e que hoje é parte fundamental como uma planta, para afastar mal olhado e energia negativas, e também utilizada em “trabalhos” nos terreiros de religiões de matrizes africanas. Quem nunca colocou um galhinho de arruda atrás da orelha?!
Décima ala: “Baianas”, vem simbolizando a Vovó Cambinda, uma preta velha de grande sabedoria, e que curava através das ervas.O que destacanessa ala,são as baianas, que vem com um cachimbo, e bengala em forma de homenagear esse espírito de grande sabedoria e muita luz, adorei as almas.
Décima primeira:“Omarafo”, um aguardente, proveniente da cana-de-açúcar, muito consumido em religião de matrizes africanas.
Décimasegundaala:“Cachimbo”, objeto usado nas religiões de matrizes africanas, que representam a divindade da cura, na umbanda é muito usado pelos pretos velhos, espíritos associados ao arquétipo do velho sábio.
Terceiraalegoria: “O grande terreiro”, espaço de concentração de asé (força sagrada, que está na base da vida),de personificação do sagrado, de preservação e materialização da memória ancestral.
Destaques da terceira alegoria:Pai Edevaldo de Xangô, Mãe Nilva de Oxum e Jovane (Gigi)de Oyá”, retratando os diversos pretos velhos, cultuados na Umbanda. Um ogdá, com várias frutas, simbolizando as oferendas, oferecidas aos pretos velhos.
Rainha de Bateria: “Rainha Africana”, Nanda Ferraz, vem representando Ginga,a rainha dos reinos de Ndongo e de Matamba, no século XVll, nascida em 1582, governou essas localidades, por um período de aproximadamente 40 anos, depois do seu pai Mbande, e do seu irmão Ngola.
Bateria: “Tambozeiros”, com seus setenta abatazeiros (ritmistas), tamboreiros ou alagbês, como eram conhecidos os tocadores dos tambor, no continente mãe.
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